5.11.10
13.10.09
Veja bem, meu bem!
Veja bem, meu bem
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai,
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.
Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.
Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.
E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.
Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado "Saudade".
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai,
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.
Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.
Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.
E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.
Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado "Saudade".
Eu não busco nada além da felicidade.
Eu não quero nada mais do que a realização dos meus desejos.
As relações humanas estão putrefatas, estão se decompondo pouco a pouco. Os alicerces da comum unidade humana ruíram há muito e não há mais quem se entenda nesse caos supostamente ordenado por uma ilusória tecnologia em avanço.
Tudo há de acabar iminentemente. Todos viverão reclusos em seus mundos fétidos de escuridão, o odor de mijo fermentando exalando de todos os cantos enegrecidos pela falta de luz do conhecimento.
A razão perdeu a razão. As trevas irão reinar, mesmo com todo o progresso anunciado e sem efeito nenhum. Todos perderam a razão. Todos perderão a pouca razão que ainda resta.
Não venham com essa história de avanços. Nós estamos avançando para a morte anunciada.
Uma crônica breve de negror funesto que irá se abater sobre todos os espaços.
E toda a humanidade ficará morta, embora muitos ainda permaneçam com seus pálidos olhos brilhantes. A morte da alma, sem morte do corpo.
Eu não quero nada mais do que a realização dos meus desejos.
As relações humanas estão putrefatas, estão se decompondo pouco a pouco. Os alicerces da comum unidade humana ruíram há muito e não há mais quem se entenda nesse caos supostamente ordenado por uma ilusória tecnologia em avanço.
Tudo há de acabar iminentemente. Todos viverão reclusos em seus mundos fétidos de escuridão, o odor de mijo fermentando exalando de todos os cantos enegrecidos pela falta de luz do conhecimento.
A razão perdeu a razão. As trevas irão reinar, mesmo com todo o progresso anunciado e sem efeito nenhum. Todos perderam a razão. Todos perderão a pouca razão que ainda resta.
Não venham com essa história de avanços. Nós estamos avançando para a morte anunciada.
Uma crônica breve de negror funesto que irá se abater sobre todos os espaços.
E toda a humanidade ficará morta, embora muitos ainda permaneçam com seus pálidos olhos brilhantes. A morte da alma, sem morte do corpo.
12.6.09
Por diversos dias me pus a pensar insistentemente
E não consegui chegar a nenhuma trégua de eu para mim
Minha cabeça dá meia volta e retorna ao ponto de partida
Não tenho mais parâmetros para parar esse pensamento desenfreado
É tão prazeroso saber-te bem, porém tão distante
E confesso que não sou forte o suficiente para sair ileso
A distância maltrata a alma,
E o corpo responde com imprecações e revezes patológicos
Somatização, não é mesmo?
Sinto saudade.
Tenho vontade de abandonar tudo que tenho feito
Sair correndo estrada a fora, gritando
Apesar de tudo, te amo.
Não posso mais esconder o que sinto, inclusive de mim.
Obrigado!
Teu carinho me transformou de pedra bruta em gema lapidada
Meu tempo é medido pelo tempo que passo contigo,
São as horas que contam
Os momentos que ficam.
Rotular com nomes profanos uma relação tão intensa?
A felicidade parece plena toda vez que te abraço!
Sem métrica alguma, esvazio os confins da alma jogando as palavras para cá.
A métrica é uma velha chata.
Espero, quase que insanamente, pelo retorno.
Não consigo me distanciar.
A tua distância já me maltrata demais.
E não consegui chegar a nenhuma trégua de eu para mim
Minha cabeça dá meia volta e retorna ao ponto de partida
Não tenho mais parâmetros para parar esse pensamento desenfreado
É tão prazeroso saber-te bem, porém tão distante
E confesso que não sou forte o suficiente para sair ileso
A distância maltrata a alma,
E o corpo responde com imprecações e revezes patológicos
Somatização, não é mesmo?
Sinto saudade.
Tenho vontade de abandonar tudo que tenho feito
Sair correndo estrada a fora, gritando
Apesar de tudo, te amo.
Não posso mais esconder o que sinto, inclusive de mim.
Obrigado!
Teu carinho me transformou de pedra bruta em gema lapidada
Meu tempo é medido pelo tempo que passo contigo,
São as horas que contam
Os momentos que ficam.
Rotular com nomes profanos uma relação tão intensa?
A felicidade parece plena toda vez que te abraço!
Sem métrica alguma, esvazio os confins da alma jogando as palavras para cá.
A métrica é uma velha chata.
Espero, quase que insanamente, pelo retorno.
Não consigo me distanciar.
A tua distância já me maltrata demais.
25.3.09
Die Lotosblume / A flor de Lótus
Die Lotosblume ängstigt
Sich vor der Sonne Pracht,
Und mit gesenktem Haupte
Erwartet sie träumend die Nacht.
Der Mond, der ist ihr Buhle,
Er weckt sie mit seinem Licht,
Und ihm entschleiert sie freundlich
Ihr frommes Blumengesicht.
Sie blüht und glüht und leuchtet,
Und starret stumm in die Höh;
Sie duftet und weinet und zittert
Vor Liebe und Liebesweh.
Tradução em português
Ansiosa, a flor de lótus,
No esplendor do sol,
E de cabeça baixa
Espera, sonhando com a noite.
A lua, sua amante
A desperta com sua luz
E então para ela alegremente desvela
O seu rosto inocente de flor.
Desabrocha, arde e brilha,
E olha pra cima silenciosamente
Solta seu perfume e chora e treme
Por amor e por morrer de amor.
Sich vor der Sonne Pracht,
Und mit gesenktem Haupte
Erwartet sie träumend die Nacht.
Der Mond, der ist ihr Buhle,
Er weckt sie mit seinem Licht,
Und ihm entschleiert sie freundlich
Ihr frommes Blumengesicht.
Sie blüht und glüht und leuchtet,
Und starret stumm in die Höh;
Sie duftet und weinet und zittert
Vor Liebe und Liebesweh.
Tradução em português
Ansiosa, a flor de lótus,
No esplendor do sol,
E de cabeça baixa
Espera, sonhando com a noite.
A lua, sua amante
A desperta com sua luz
E então para ela alegremente desvela
O seu rosto inocente de flor.
Desabrocha, arde e brilha,
E olha pra cima silenciosamente
Solta seu perfume e chora e treme
Por amor e por morrer de amor.
28.10.08
Simples assim: Sei lá!
Não sei como tudo se descontrói de hora pra outra, ora.
Ontem mesmo sentia uma certeza que me consumia de felicidade, segurança no que dizia, na forma como agia, e hoje, sinto o coração bater "taquitaciturno", sinto os passos freados por um medo contagioso, um armar defesas por um mal que ainda não sei qual é, quando se abaterá, nem se, porventura, virá.
Sim, virá.
Eu sei.
Eu conheço cada palavra do sermão de domingo como se fosse redigido por mim.
"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".
A maior das mentiras proferidas, apenas para apaziguar a dor dos que morreram sob a lança vulgar da santa batalha travada em nome sacrosanto.
Escárnio.
A ferida purulenta da felicidade industrializada, insanamente incutida na mente dessas criaturas lívidas da pós-modernidade, que precisam sempre do mais caro, do melhor frente a uma sociedade consumista para estarem realizados.
A podridão acre que emana a futilidade da nova era.
O vazio eterno em que as pessoas vivem atualmente, buscando algo que não sabem onde está, que não sabem o que é, nem como vir a saber.
Preciso resolver essas coisas comigo. Não posso mais estar à mercê dessas revéses.
Não sei como tudo se descontrói de hora pra outra, ora.
Ontem mesmo sentia uma certeza que me consumia de felicidade, segurança no que dizia, na forma como agia, e hoje, sinto o coração bater "taquitaciturno", sinto os passos freados por um medo contagioso, um armar defesas por um mal que ainda não sei qual é, quando se abaterá, nem se, porventura, virá.
Sim, virá.
Eu sei.
Eu conheço cada palavra do sermão de domingo como se fosse redigido por mim.
"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".
A maior das mentiras proferidas, apenas para apaziguar a dor dos que morreram sob a lança vulgar da santa batalha travada em nome sacrosanto.
Escárnio.
A ferida purulenta da felicidade industrializada, insanamente incutida na mente dessas criaturas lívidas da pós-modernidade, que precisam sempre do mais caro, do melhor frente a uma sociedade consumista para estarem realizados.
A podridão acre que emana a futilidade da nova era.
O vazio eterno em que as pessoas vivem atualmente, buscando algo que não sabem onde está, que não sabem o que é, nem como vir a saber.
Preciso resolver essas coisas comigo. Não posso mais estar à mercê dessas revéses.
1.9.08
Conjeturações sobre felicidade em uma segunda-feira
Muitas pessoas procuram a felicidade em outros, em marcas, em nomes, em circunstâncias inóspitas, em status, em aventuras perigosas, mesmo não gostando disso, mesmo sendo contra os seus próprios princípios, quando na verdade, a felicidade pode estar no simples fato de tomar um banho, comer chocolate, dormir sem perceber e ser acordado por alguém muito especial, que velava pelo seu sono carinhosamente, registrando cada movimento da respiração, cada frase dita a esmo, inconscientemente, durante o sono.
Sim, me sinto feliz e realizado, de eu para mim.
Me sinto completo, cá para nós.
Não há receita para sentir-se assim. Há, sim, maneiras de não depositar a obrigãção da felicidade sobre alguém. Há formas de ver os momentos mínimos de cada dia como geradores de alegria e satisfação.
Se cada momento se tornasse motivo de felicidade simplesmente pelo fato de existir esse momento, não teríamos essa necessidade bárbara e avassaladora de ser mais feliz que outrem, mais idealizado e "perfeito" que o vizinho rico, bem sucedido, bem-casado - e infeliz.
Não nos deixemos cair na apatia da rotina escravizante, vamos nos ater às belezas momentâneas que nos cercam e deixar que os fanáticos por felicidade plena se explodam nessa busca interminável por algo que não existe.
Vamos dormir abraçados e depois descobrir onde está Wally.
Sim, me sinto feliz e realizado, de eu para mim.
Me sinto completo, cá para nós.
Não há receita para sentir-se assim. Há, sim, maneiras de não depositar a obrigãção da felicidade sobre alguém. Há formas de ver os momentos mínimos de cada dia como geradores de alegria e satisfação.
Se cada momento se tornasse motivo de felicidade simplesmente pelo fato de existir esse momento, não teríamos essa necessidade bárbara e avassaladora de ser mais feliz que outrem, mais idealizado e "perfeito" que o vizinho rico, bem sucedido, bem-casado - e infeliz.
Não nos deixemos cair na apatia da rotina escravizante, vamos nos ater às belezas momentâneas que nos cercam e deixar que os fanáticos por felicidade plena se explodam nessa busca interminável por algo que não existe.
Vamos dormir abraçados e depois descobrir onde está Wally.
11.8.08
Eu estou aqui, mesmo que sem ter uma luz própria, mesmo que apagado pela luz frontal e direta do sol, mesmo que apenas silhueta e corpo.
Eu estou aqui, ao teu lado ou próximo, adiante, atrás, não importa. Estou por perto.
Não quero teu falso carinho de verbos e expressões, quero teu sentir e teu estar...Quero apenas que conte sempre comigo...Eu estou, de fato, aí pra ti.
6.8.08
"Gosto de tudo isso, essa energia que nos aproxima, esse cheiro que emanamos, esse sorriso com que me recebes.
Gosto.
Gosto do gosto de gostar de estar contigo, espero o próximo prólogo, a próxima frase do epílogo, o próximo até logo baby, a próxima frase repleta de manha na manhã de quarta-feira"
Gosto.
Gosto do gosto de gostar de estar contigo, espero o próximo prólogo, a próxima frase do epílogo, o próximo até logo baby, a próxima frase repleta de manha na manhã de quarta-feira"
4.8.08
Enquanto embarcavas naquele estado de semidormência e eu, como de praxe, me mantinha acordado por conta do gosto que tenho por te ver adormecer , comecei a analisar teu rosto com os olhos que piscavam involuntariamente, demonstrando a inevitabilidade do sono que se achegava, comecei a afagar teu rosto, busquei entender o motivo de minha afeição, busquei algo físico, palpável que explicasse o subjetivo. Não encontrei, e desisti de tentar encontrar.
“E tu, hein, foi me ganhando na insistência”, comentário de uma tarde de domingo, e minha resposta interna e instantânea dizia: “Mas que insistência? Como assim? Ganhando?” Nunca tive nenhuma intenção, não premeditei nada, só fiz aquilo que combinamos, nunca supus que algo aconteceria. Talvez eu seja um adepto de Nietsche que pregava que não devemos gerar expectativas para não cair no desalento após as frustrações, ou talvez eu seja cria de Heidegger, penso ser-no-mundo, morte, angústia ou decisão. Penso em ser-a-cada-momento ou ser-de-cada-vez (respectividade).
Tento ponderar detalhes que talvez nunca tivessem vindo à tona se não estivesses ali, ao meu lado, com a perna por cima das minhas, tendo espasmos de pré-sono, aqueles pequenos estremecimentos que chegam quando o corpo tenta se livrar dos braços de Morpheus.
Talvez eu seja demasiado afoito e expresse meus sentimentos e impressões de forma abrupta demais – ou clara demais – e isso, todavia, não é algo que eu pretenda mudar em breve e talvez meus textos sejam puramente confessionais e sem nenhum valor para outrem, nem para os que são mencionados nas minhas anotações poeticamente proseadas, porém, como já disse e reafirmo, essa é a forma que talvez melhor me expresse e as opiniões que aqui indico provavelmente nunca sejam de fato verbalizadas.
As implicações dessa aproximação - no mínimo inusitada - que houve entre nós, não podem ser mensuradas agora, ainda estamos sob o efeito “idiotizante” da descoberta do outro e teríamos a visão afetada por isso, por maior maturidade e experiência que tivéssemos. Como sou irrequieto, tenho uma necessidade de encaminhar minhas decisões para o final, tenho uma vontade de resolver tudo logo, não consigo conceber nenhum tipo moderno de relacionamento, já concebi e não consigo construir uma nova visão de forma nem de conteúdo sobre meu “eu”, esse título de diversos e infindáveis textos e teses de todos os fins e meios, meu ego não me permite não querer dividir contigo todas as coisas, todos os fatos, todos os pensamentos.
Talvez toda essa minha transparência me transforme em um vidro invisível, estou ali mas não posso ser visto.
Ou talvez......talvez......talvez.... Esses poréns que aparecem ao longo dos dias, não necessitam de respostas imediatas. Estou disposto a esperar, a pagar para ver aonde vamos, onde pararemos. Não quero resoluções de agora pra agora, estou querendo ser eu, contigo. Estou querendo estar para ti, como tu está para mim, presente, dádiva e alegria em todos os momentos.
“E tu, hein, foi me ganhando na insistência”, comentário de uma tarde de domingo, e minha resposta interna e instantânea dizia: “Mas que insistência? Como assim? Ganhando?” Nunca tive nenhuma intenção, não premeditei nada, só fiz aquilo que combinamos, nunca supus que algo aconteceria. Talvez eu seja um adepto de Nietsche que pregava que não devemos gerar expectativas para não cair no desalento após as frustrações, ou talvez eu seja cria de Heidegger, penso ser-no-mundo, morte, angústia ou decisão. Penso em ser-a-cada-momento ou ser-de-cada-vez (respectividade).
Tento ponderar detalhes que talvez nunca tivessem vindo à tona se não estivesses ali, ao meu lado, com a perna por cima das minhas, tendo espasmos de pré-sono, aqueles pequenos estremecimentos que chegam quando o corpo tenta se livrar dos braços de Morpheus.
Talvez eu seja demasiado afoito e expresse meus sentimentos e impressões de forma abrupta demais – ou clara demais – e isso, todavia, não é algo que eu pretenda mudar em breve e talvez meus textos sejam puramente confessionais e sem nenhum valor para outrem, nem para os que são mencionados nas minhas anotações poeticamente proseadas, porém, como já disse e reafirmo, essa é a forma que talvez melhor me expresse e as opiniões que aqui indico provavelmente nunca sejam de fato verbalizadas.
As implicações dessa aproximação - no mínimo inusitada - que houve entre nós, não podem ser mensuradas agora, ainda estamos sob o efeito “idiotizante” da descoberta do outro e teríamos a visão afetada por isso, por maior maturidade e experiência que tivéssemos. Como sou irrequieto, tenho uma necessidade de encaminhar minhas decisões para o final, tenho uma vontade de resolver tudo logo, não consigo conceber nenhum tipo moderno de relacionamento, já concebi e não consigo construir uma nova visão de forma nem de conteúdo sobre meu “eu”, esse título de diversos e infindáveis textos e teses de todos os fins e meios, meu ego não me permite não querer dividir contigo todas as coisas, todos os fatos, todos os pensamentos.
Talvez toda essa minha transparência me transforme em um vidro invisível, estou ali mas não posso ser visto.
Ou talvez......talvez......talvez.... Esses poréns que aparecem ao longo dos dias, não necessitam de respostas imediatas. Estou disposto a esperar, a pagar para ver aonde vamos, onde pararemos. Não quero resoluções de agora pra agora, estou querendo ser eu, contigo. Estou querendo estar para ti, como tu está para mim, presente, dádiva e alegria em todos os momentos.
28.7.08
"Tu é melhor que um lençol térmico. LENÇOL... daqueles q têm lá em passo fundo.. q liga na tomada...da termobrás"
15.7.08
A combinação astrológica entre ele e eu.
Um ponto positivo é que ele nunca se sentirá preso por mim, já que eu dou as devidas asas para que ele voe, mas faltará um pouco de contato físico entre nós, já que ele tende a não fazer disso uma prioridade, ao contrário de mim, que certamente sou mais sexual que ele.
É muito fácil fazer com que ele se sinta seguro, tento lhe transmitir toda a confiança necessária que ele precisa para se envolver profundamente com alguém.
Quem acredita em Astrologia?
Quem tem medo do lobo mau?
Quem nao tem cão caça com gato?
Será que existe Anjo Gabriel?
Esse magnetismo que exerces sobre mim, além de medo me causa insegurança.
Toda essa sensualidade que te ronda, que faz com que eu me sinta fatalmente atraído para dentro de ti, tudo isso me assusta.
Tua sensibilidade é fundamental para que eu me sinta à vontade perto de ti. Sinto que encontrei o que faltava, a verdade de um fato que nunca soube.
Adoro conhecer cada dia mais um pouco de ti, e sei que esse pouco que conheço é muito do que permites mostrar.
Eu, porém, já me mostro por inteiro, sem pudor nenhum, sem vergonha nem preconceito. Não te assutes com minha entrega, e prometo que não me calo com tuas ressalvas.
R. Westeuser, 15 de Julho de 2008. 18h01min.
É muito fácil fazer com que ele se sinta seguro, tento lhe transmitir toda a confiança necessária que ele precisa para se envolver profundamente com alguém.
Quem acredita em Astrologia?
Quem tem medo do lobo mau?
Quem nao tem cão caça com gato?
Será que existe Anjo Gabriel?
Esse magnetismo que exerces sobre mim, além de medo me causa insegurança.
Toda essa sensualidade que te ronda, que faz com que eu me sinta fatalmente atraído para dentro de ti, tudo isso me assusta.
Tua sensibilidade é fundamental para que eu me sinta à vontade perto de ti. Sinto que encontrei o que faltava, a verdade de um fato que nunca soube.
Adoro conhecer cada dia mais um pouco de ti, e sei que esse pouco que conheço é muito do que permites mostrar.
Eu, porém, já me mostro por inteiro, sem pudor nenhum, sem vergonha nem preconceito. Não te assutes com minha entrega, e prometo que não me calo com tuas ressalvas.
R. Westeuser, 15 de Julho de 2008. 18h01min.
7.7.08
A alma de Porto Alegre,
A "muy leal e valorosa" Porto Alegre
Só é essa cidade que degustamos aos finais de tarde
Porque estamos ligados à ela
Por uma espécie de cordão umbilical cultural.
Reconhecemos os odores e valores,
Sabemos das cores, do inverno denso,
Do vermelho intenso do céu do pampa
Que espreita sereno por cima do nosso grande Guaíba.
É a Redenção repleta de famílias e cães,
o Rebombar de tambores e mais odores.
O fervilhar do incansável Brick
E são tantos parques e tantos bares
E bairros e formas e artes e cores
Que ninguém vence, ninguém conhece a imensidão de ruas, travessas...
Quem conhece a Mário Cinco Paus?
Todos os caminhos de Porto Alegre levam ao Mercado.
O ponto para onde tudo converge,
O abrigo dos bondes, agora lancherias.
E quem nunca reclamou do calor bochorno,
do odor penetrante da urina fermentando
pelos cantos dos prédios do centro?
Porto Alegre é nem sei, nem sou daqui.
Mas mesmo estando lá, bah, parece que sou daqui.
Será uma única interjeição?
Para mim, para quase todos,
o seu incessante cambiar
acaba sempre por se transformar
numa grande interrogação.
WESTEUSER, Rodrigo. (texto construído na aula de Política e comunicação do turismo, sobre a alma de Porto Alegre. Orientação da disciplina Profª Susana Gastal, curso de Turismo, PUCRS. Jul/2008)
A "muy leal e valorosa" Porto Alegre
Só é essa cidade que degustamos aos finais de tarde
Porque estamos ligados à ela
Por uma espécie de cordão umbilical cultural.
Reconhecemos os odores e valores,
Sabemos das cores, do inverno denso,
Do vermelho intenso do céu do pampa
Que espreita sereno por cima do nosso grande Guaíba.
É a Redenção repleta de famílias e cães,
o Rebombar de tambores e mais odores.
O fervilhar do incansável Brick
E são tantos parques e tantos bares
E bairros e formas e artes e cores
Que ninguém vence, ninguém conhece a imensidão de ruas, travessas...
Quem conhece a Mário Cinco Paus?
Todos os caminhos de Porto Alegre levam ao Mercado.
O ponto para onde tudo converge,
O abrigo dos bondes, agora lancherias.
E quem nunca reclamou do calor bochorno,
do odor penetrante da urina fermentando
pelos cantos dos prédios do centro?
Porto Alegre é nem sei, nem sou daqui.
Mas mesmo estando lá, bah, parece que sou daqui.
Será uma única interjeição?
Para mim, para quase todos,
o seu incessante cambiar
acaba sempre por se transformar
numa grande interrogação.
WESTEUSER, Rodrigo. (texto construído na aula de Política e comunicação do turismo, sobre a alma de Porto Alegre. Orientação da disciplina Profª Susana Gastal, curso de Turismo, PUCRS. Jul/2008)
1.2.08
Depois de vários dias desfolhando caminhos e desfraldando vertiginosas correrias pelas ruas da cidade, me sinto um pouco mais aliviado.
Sinto aquela monotonia de férias, aquele calor bochorno dos dias de fevereiro.
As ruas continuam me levando aos meus destinos. Pena não sabê-los, de fato.
As farpas que lancei talvez tenham sido por afirmação, ou por mero extinto de sobrevivência. Não gostaria de reviver momentos que foram bons - e somente foram, não são mais.
Eu estou em um momento de suposta reclusão, suposta reconstrução, suposto realinhamento de energias que estavam paradas há muito e que não podiam mais permanecer inertes.
Essas suposições que agora tomam forma me levarão a uma nova caminhada, a um novo destino (ou a vários, quiçá!).
Esperarei o Carnval ter seu fim, varrerei os confetes e dormirei abraçado à Colombina.
Sinto aquela monotonia de férias, aquele calor bochorno dos dias de fevereiro.
As ruas continuam me levando aos meus destinos. Pena não sabê-los, de fato.
As farpas que lancei talvez tenham sido por afirmação, ou por mero extinto de sobrevivência. Não gostaria de reviver momentos que foram bons - e somente foram, não são mais.
Eu estou em um momento de suposta reclusão, suposta reconstrução, suposto realinhamento de energias que estavam paradas há muito e que não podiam mais permanecer inertes.
Essas suposições que agora tomam forma me levarão a uma nova caminhada, a um novo destino (ou a vários, quiçá!).
Esperarei o Carnval ter seu fim, varrerei os confetes e dormirei abraçado à Colombina.
7.8.07
Magnificat
Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!
do mestre Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa), 7-11-1933
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!
do mestre Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa), 7-11-1933
6.12.06

Não olhe para trás
Apenas caminhe
Siga o futuro e deixe aqui o passado
Coloque o óculos
Abane com o velho companheiro cigarro
Entre os dedos
Como se fosse o último aceno.
Mas tome cuidado, sim
Há percauços no caminho
E ao desprezares a mão que te ergue
Ficarás sem apoio na hora mais grave
Não sorva as mágoas assim
Essa estúpida alegria não dura muito
E o efeito de tudo passa
E a realidade volta ao picadeiro
O circo do cotidiano precisa continuar
E as peripécias do destino são inadiáveis
Correu de braços abertos
Ao encontro de um vasto acúmulo de nada
E encontrou uma tempestade sem fim
Um tormento sem precedentes
E fugiu
Foi covarde.
Agora te encontras perdido
Coisa mais contraditória
Encontrar-se perdido é nao perder-se de si
E mesmo estando tu sempre junto contigo
Parece estar sempre vazio
Uma velha casa que só guarda história.
29.11.06
Os dias sem Sol
A hora é oportuna,
é chegado o momento
Segue a roda da vida
Sortindo a nós toda fortuna.
Paremos nos com essa lida
De alimentarmos esperanças ao vento.
Cada segundo parece interminável
Cada hora aperta ainda mais o peito
O que fazer agora?
Posso lamentar-me, inconsolável
Mas lanço o pranto fora
Prefiro pensar sozinho, um café e meu leito.
Acordo para mais uma jornada
Num taciturno dia de terça - feira
Penso em ti. Taquicardia.
Logo pela manhã essa fisgada,
Essa prova que me diz que nada disso é brincadeira.
Penso em mim.
Melancolia.
Mas sigo em frente
Nao penso em nada
Esvazio a mente
Desembarco na prózima parada.
é chegado o momento
Segue a roda da vida
Sortindo a nós toda fortuna.
Paremos nos com essa lida
De alimentarmos esperanças ao vento.
Cada segundo parece interminável
Cada hora aperta ainda mais o peito
O que fazer agora?
Posso lamentar-me, inconsolável
Mas lanço o pranto fora
Prefiro pensar sozinho, um café e meu leito.
Acordo para mais uma jornada
Num taciturno dia de terça - feira
Penso em ti. Taquicardia.
Logo pela manhã essa fisgada,
Essa prova que me diz que nada disso é brincadeira.
Penso em mim.
Melancolia.
Mas sigo em frente
Nao penso em nada
Esvazio a mente
Desembarco na prózima parada.
O precipício
Bom dia, homem.
Seja bem vindo à minha desordem
Não se desculpe por nada
Não lamente nenhum sorriso.
Conseguistes chegar no epicentro
Extraístes a pérola mais bem guardada
E agora, a reténs.
Joga de uma mão para outra
Mas nunca a deixa cair
Porque talvez nao queiras perdê-la
Ou apenas para diversão do ego homem.
Alguns lugares e pessoas são
Como o céu de tão distantes.
É claro que posso alcançar
Meu maior receio é a queda.
Seja bem vindo à minha desordem
Não se desculpe por nada
Não lamente nenhum sorriso.
Conseguistes chegar no epicentro
Extraístes a pérola mais bem guardada
E agora, a reténs.
Joga de uma mão para outra
Mas nunca a deixa cair
Porque talvez nao queiras perdê-la
Ou apenas para diversão do ego homem.
Alguns lugares e pessoas são
Como o céu de tão distantes.
É claro que posso alcançar
Meu maior receio é a queda.
14.9.06
O retorno ao mundo das palavras sentidas
Hoje me lanço novamente às divagações que antes me permitia e que, ultimamente, não havia me permitido mais.
Os dias que passam, frios, têm deixado marcas profundas em meu peito e essas ranhuras que ficam são como uma impressão digital, uma identificação única e só minha. As palavras que são lançadas ao vento não podem mais ser recolhidas e na maior parte das vezes não nos damos conta desse pequeno e ínfimo detalhe e acabamos jogando borbotões de maledicências sobre todos que nos cercam. A beleza, a poesia da vida está sendo esquecida. Não nos concedemos mais a graça de ver o mundo com olhos de poeta, sem o peso cinza da desgraça urbana, sem a tragédia iminente que vive rondando muito acerca de nossas vidas. Sejamos poetas, ao menos uma hora por dia, um minuto por ano, um segundo na vida. Quem tem a alma leve não precisa de paleativos, é livre por natureza.
As rimas pobres que pensava em compor, aos poucos vão virando prosa sonora e tomando forma, alguma forma que desconheço. Sinto a inspiração pulsando forte em meu sangue, sempre o sangue.
Às longas baforadas, termino um cigarro. E o fumo gris que fica levitando no ar a minha frente deixa o ambiente com um ar um tanto quanto melancólico, até decadente. Não há poesia sem melancolia, nem melancolia sem saudade.
Perco a noção do tempo e me pego pensando longe. Sinto um calor típico da poesia e vejo recifes coloridos à minha frente. Sinto como se estivesse sendo devorado por um leão, não literalmente devorado, mas consumido, aceito de fato. Amado, sem mais.
As peripécias das palavras...elas fogem e voltam a mim num incessante cambiar, num carrosel de sensações, numa série de imagens devolutas e inacabadas. Espere, tenho que voltar ao meu mundo, ao espaço onde tenho certeza que sou eu mesmo e onde nada mais pode me atingir.
Esse peito que insiste em cantar as coisas belas do mundo é o mesmo peito que sente as dores de estar calado, poeticamente morto.
Será que essas palavras todas possuem algum valor?
Para muitos, serão meras linhas vazias, sem beleza estética, sem métrica nem função, mas para mim são verdades, sentimentos expostos de forma rara, uma confissão pública de sensibilidade. Sim, sou sensível e não pretendo me esconder atrás de uma máscara, ao menos por enquanto. Essa exposição de idéias não é descabida, ela tem um objetivo. Ela serve para dizer a esse leão que me consome e aceita que sinto muito prazer em ser devorado, em ser conhecido. Digo a esse mesmo leão que aceito ser amado, que faça bom proveito de mim, pois serei sempre alimento para sua inspiração. E a recíproca é verdadeira.
Buon Apetit!
Camões já dizia: O Amor é servir a quem vence, o vencedor.
Estou rendido, sou cativo por vontade própria. Sou prisioneiro de um coração pleno, sou amante de um leão do norte.
Os dias que passam, frios, têm deixado marcas profundas em meu peito e essas ranhuras que ficam são como uma impressão digital, uma identificação única e só minha. As palavras que são lançadas ao vento não podem mais ser recolhidas e na maior parte das vezes não nos damos conta desse pequeno e ínfimo detalhe e acabamos jogando borbotões de maledicências sobre todos que nos cercam. A beleza, a poesia da vida está sendo esquecida. Não nos concedemos mais a graça de ver o mundo com olhos de poeta, sem o peso cinza da desgraça urbana, sem a tragédia iminente que vive rondando muito acerca de nossas vidas. Sejamos poetas, ao menos uma hora por dia, um minuto por ano, um segundo na vida. Quem tem a alma leve não precisa de paleativos, é livre por natureza.
As rimas pobres que pensava em compor, aos poucos vão virando prosa sonora e tomando forma, alguma forma que desconheço. Sinto a inspiração pulsando forte em meu sangue, sempre o sangue.
Às longas baforadas, termino um cigarro. E o fumo gris que fica levitando no ar a minha frente deixa o ambiente com um ar um tanto quanto melancólico, até decadente. Não há poesia sem melancolia, nem melancolia sem saudade.
Perco a noção do tempo e me pego pensando longe. Sinto um calor típico da poesia e vejo recifes coloridos à minha frente. Sinto como se estivesse sendo devorado por um leão, não literalmente devorado, mas consumido, aceito de fato. Amado, sem mais.
As peripécias das palavras...elas fogem e voltam a mim num incessante cambiar, num carrosel de sensações, numa série de imagens devolutas e inacabadas. Espere, tenho que voltar ao meu mundo, ao espaço onde tenho certeza que sou eu mesmo e onde nada mais pode me atingir.
Esse peito que insiste em cantar as coisas belas do mundo é o mesmo peito que sente as dores de estar calado, poeticamente morto.
Será que essas palavras todas possuem algum valor?
Para muitos, serão meras linhas vazias, sem beleza estética, sem métrica nem função, mas para mim são verdades, sentimentos expostos de forma rara, uma confissão pública de sensibilidade. Sim, sou sensível e não pretendo me esconder atrás de uma máscara, ao menos por enquanto. Essa exposição de idéias não é descabida, ela tem um objetivo. Ela serve para dizer a esse leão que me consome e aceita que sinto muito prazer em ser devorado, em ser conhecido. Digo a esse mesmo leão que aceito ser amado, que faça bom proveito de mim, pois serei sempre alimento para sua inspiração. E a recíproca é verdadeira.
Buon Apetit!
Camões já dizia: O Amor é servir a quem vence, o vencedor.
Estou rendido, sou cativo por vontade própria. Sou prisioneiro de um coração pleno, sou amante de um leão do norte.
11.9.06
Carta ao meu melhor amigo
Quando nos encontramos éramos apenas trabalhadores ocupados com tarefas cotidianas. Depois disso, fomos alimentando um sentimento fraterno e sincero de amizade e cumplicidade. Hoje, meus dias não são mais os mesmos sem meu amigo por perto.
Gosto de escrever aos que me são caros e nunca encontrarei ninguém mais atencioso com meus rabiscos do que tu, meu amigo.
Cada vez mais me sinto perto de ti, cada dia que passamos juntos me sinto mais parte de tua vida. E essa vida ainda promete pregar muitas peças na gente. Isso que me deixa com mais gana de viver. E talvez por esse motivo que tenhamos chegado um ao outro, amamos a vida e a liberdade de maneiras muito semelhantes.
Existem sentimentos que jamais conseguirei descrever, um deles inclusive é o que alimento por ti. Não sei como descrever o que se passa comigo, só sei dizer que confio, não tenho medo de abrir todos os meus recantos à luz de teu conhecimento, às vezes acho que me conheces melhor que qualquer um. É verdade todas as manifestações de carinho que te fiz até hoje. Se existem relacionamentos que perdem o valor com o tempo, esse não é o nosso caso. Mantemos um caso de amor muito mais que carnal, maior que uma mera paixão, sincero como poucos e invejável para muitos.
Sempre cuidei de meus amigos de maneira especial, tive cuidado para que nunca fizesse algo que os desagradasse, porém contigo meu caro, o negócio é mais sério e mais respeitável que com os outros (espero que nenhum amigo além de ti leia isso).
Sei que posso ser eu mesmo quando estou contigo, sinto uma liberdade sem igual.
Apesar de todos os percauços que temos que passar, o que mais me conforta é saber que conto com alguém mais fiel que qualquer amigo que já tive. Sinto que cada vez se banaliza mais a palavra "amizade". Conhece-se alguém na fila do banco e já se considera esse ser um amigo. As relações humanas estão cada vez mais efêmeras, os outros estão dia a dia mais distantes de nós mesmos, parecendo que se busca uma auto-suficiência, uma independência que jamais existirá. Dependemos de outros, precisamos ser ouvidos, precisamos ouvir. Algum dos grandes filósofos já dizia que temos dois ouvidos e apenas uma boca, logo, temos que ouvir mais do que falar. Essa relação nem sempre se estabelece entre nós afinal, falamos pelos cotovelos e não raro cortamos o assunto do outro para pôr em pauta um que julgamos mais importante ou interessante. Mas isso não importa agora, o que importa é que ainda mantemos diálogos vários, e de alguma forma eles alicerçam nossa amizade.
Sei que esse texto é formal e sem graça, 'mas sabes como sou quanto a expurgar palavras escritas de dentro de mim: preciso e ponto.
Aqui deixo minhas angústias, alegrias, encanações e protestos e principalmente o meu mais sincero muito obrigado a ti, amigo de todas as horas, companheiro de todas as indiadas.
Sempre estarei aqui, de braços abertos para ti e jamais exite em me procurar quando achar que deve. O amor que sinto por ti é muito maior, chega estar nivelado ao que sinto por mim mesmo. Amo a ti como a mim mesmo e assim somos amigos, acho que para todo sempre, embora o Renato (o Russo, lembra?) diga que o pra sempre, sempre acaba, eu acredito que pra toda regra há uma exceção. Quer ser essa exceção comigo?
Abraços sinceros do amigo que te ama.
R. Westeuser.
Gosto de escrever aos que me são caros e nunca encontrarei ninguém mais atencioso com meus rabiscos do que tu, meu amigo.
Cada vez mais me sinto perto de ti, cada dia que passamos juntos me sinto mais parte de tua vida. E essa vida ainda promete pregar muitas peças na gente. Isso que me deixa com mais gana de viver. E talvez por esse motivo que tenhamos chegado um ao outro, amamos a vida e a liberdade de maneiras muito semelhantes.
Existem sentimentos que jamais conseguirei descrever, um deles inclusive é o que alimento por ti. Não sei como descrever o que se passa comigo, só sei dizer que confio, não tenho medo de abrir todos os meus recantos à luz de teu conhecimento, às vezes acho que me conheces melhor que qualquer um. É verdade todas as manifestações de carinho que te fiz até hoje. Se existem relacionamentos que perdem o valor com o tempo, esse não é o nosso caso. Mantemos um caso de amor muito mais que carnal, maior que uma mera paixão, sincero como poucos e invejável para muitos.
Sempre cuidei de meus amigos de maneira especial, tive cuidado para que nunca fizesse algo que os desagradasse, porém contigo meu caro, o negócio é mais sério e mais respeitável que com os outros (espero que nenhum amigo além de ti leia isso).
Sei que posso ser eu mesmo quando estou contigo, sinto uma liberdade sem igual.
Apesar de todos os percauços que temos que passar, o que mais me conforta é saber que conto com alguém mais fiel que qualquer amigo que já tive. Sinto que cada vez se banaliza mais a palavra "amizade". Conhece-se alguém na fila do banco e já se considera esse ser um amigo. As relações humanas estão cada vez mais efêmeras, os outros estão dia a dia mais distantes de nós mesmos, parecendo que se busca uma auto-suficiência, uma independência que jamais existirá. Dependemos de outros, precisamos ser ouvidos, precisamos ouvir. Algum dos grandes filósofos já dizia que temos dois ouvidos e apenas uma boca, logo, temos que ouvir mais do que falar. Essa relação nem sempre se estabelece entre nós afinal, falamos pelos cotovelos e não raro cortamos o assunto do outro para pôr em pauta um que julgamos mais importante ou interessante. Mas isso não importa agora, o que importa é que ainda mantemos diálogos vários, e de alguma forma eles alicerçam nossa amizade.
Sei que esse texto é formal e sem graça, 'mas sabes como sou quanto a expurgar palavras escritas de dentro de mim: preciso e ponto.
Aqui deixo minhas angústias, alegrias, encanações e protestos e principalmente o meu mais sincero muito obrigado a ti, amigo de todas as horas, companheiro de todas as indiadas.
Sempre estarei aqui, de braços abertos para ti e jamais exite em me procurar quando achar que deve. O amor que sinto por ti é muito maior, chega estar nivelado ao que sinto por mim mesmo. Amo a ti como a mim mesmo e assim somos amigos, acho que para todo sempre, embora o Renato (o Russo, lembra?) diga que o pra sempre, sempre acaba, eu acredito que pra toda regra há uma exceção. Quer ser essa exceção comigo?
Abraços sinceros do amigo que te ama.
R. Westeuser.
10.4.06
A arte é a forma de expressar nossos fantasmas e nossas alegrias sem ter que confessar-se perante o público de forma direta, por isso talvez eu tenha escolhido esse caminho para minha vida. Nas minhas palavras, nos personagens que crio e nas músicas que componho liberto todas minhas imprecações, esvazio meu peito de todas as trágicas alegrias cotidianas. Sem arte não há vida.
O segredo do artista é ser outro a cada dia, é ser alguém diferente a cada abrir de cortinas. Ser mais que eu, ser outra pessoa com outra vida é mágico para mim, talvez assustador para a maioria. No palco se morre por ideiais que não são os seus, se vive por pessoas que nem são conhecidos nossos. No palco nos tornamos apenas uma massa corpórea pronta a encarnar uma outra alma e, por incrível que pareça, estamos sempre dispostos a ser moldados de uma outra maneira.
Nas linhas que escrevo incessantemente, posso ser um judeu subjugado pelo nazismo, como posso bem ser o nazista que condena o judeu antes vivido por mim. Posso ser eu, como posso ser alguém desconhecido. Posso ser uma mulher, posso ser alguém sem sexo. Posso ser qualquer coisa, qualquer animal, qualquer espírito...
Por esses e por outros motivos, sou artista e defendo a arte como forma de libertaçao, como único caminho para o afrouxamento das amarras pobres da sociedade. Por isso que me orgulho da minha vida dedicada à arte. Por isso que sou assim, louco. De médico e louco todo mundo tem um pouco. Liberte seu lado louco, vale a pena.
O segredo do artista é ser outro a cada dia, é ser alguém diferente a cada abrir de cortinas. Ser mais que eu, ser outra pessoa com outra vida é mágico para mim, talvez assustador para a maioria. No palco se morre por ideiais que não são os seus, se vive por pessoas que nem são conhecidos nossos. No palco nos tornamos apenas uma massa corpórea pronta a encarnar uma outra alma e, por incrível que pareça, estamos sempre dispostos a ser moldados de uma outra maneira.
Nas linhas que escrevo incessantemente, posso ser um judeu subjugado pelo nazismo, como posso bem ser o nazista que condena o judeu antes vivido por mim. Posso ser eu, como posso ser alguém desconhecido. Posso ser uma mulher, posso ser alguém sem sexo. Posso ser qualquer coisa, qualquer animal, qualquer espírito...
Por esses e por outros motivos, sou artista e defendo a arte como forma de libertaçao, como único caminho para o afrouxamento das amarras pobres da sociedade. Por isso que me orgulho da minha vida dedicada à arte. Por isso que sou assim, louco. De médico e louco todo mundo tem um pouco. Liberte seu lado louco, vale a pena.
5.4.06
Minhas palavras me denunciam e deflagram uma rebelião em mim. Meus braços por vezes fraquejam e minha alma se sente enternecida com a música da voz querida.
Palavras ferem mais que a lança atirada com força, fere mais que tiro de arma sanguinária. Frases são mais eficientes que um regalo.
Grandes homens perderam sua sensibilidade por desprezarem as palavras bem ditas.
Grandes palavras perderam o seu maior sentido por serem ditas de qualquer forma por qualquer homem rude.
O caminho é tortuoso e a jornada infinita. Pelos campos de uma memória apagada sinto um vento alardeando uma frustrante queda. Merda, se me perder agora talvez nunca mais me encontre.
Sempre chega o momento certo para o tiro de misericórdia. Ou sim, ou não.
É minha a decisão. Sou eu meu algoz, eu largo a corda da guilhotina que decepará minha vida. Sou eu meu carrasco, sou eu quem decide a hora do fim. Mas ainda não decidi. Então, quem está aí esperando ver o sangue escarlate jorrando de mim num rio de tristeza e solidão, pode partir. Não será agora meu fim. Ainda tenho que parir.
Um homem nao pode parir?
Então chamo de outra forma, digo que tenho que gerar, criar, ajudar a nascer. Minha inspiração ainda nao findou, logo, não findou minha vida.
Meu amor ainda existe. Minha paixão por mim é maior que a louca necessidade que alimento pelos outros.
Sou feliz. Esse é meu novo mantra de alucinação. Canto de êxtase.
Sou poeta, prosador, cantador de versos meus, ator de peças de alheias, vivente, humano.
Tenho imperfeições por todos os cantos do meu corpo.
E a maior delas talvez seja no peito.
Minha maior imperfeição está em meu coração que insiste em amar como nos velhos tempos, sendo que os velhos tempos já se foram há muito.
Palavras ferem mais que a lança atirada com força, fere mais que tiro de arma sanguinária. Frases são mais eficientes que um regalo.
Grandes homens perderam sua sensibilidade por desprezarem as palavras bem ditas.
Grandes palavras perderam o seu maior sentido por serem ditas de qualquer forma por qualquer homem rude.
O caminho é tortuoso e a jornada infinita. Pelos campos de uma memória apagada sinto um vento alardeando uma frustrante queda. Merda, se me perder agora talvez nunca mais me encontre.
Sempre chega o momento certo para o tiro de misericórdia. Ou sim, ou não.
É minha a decisão. Sou eu meu algoz, eu largo a corda da guilhotina que decepará minha vida. Sou eu meu carrasco, sou eu quem decide a hora do fim. Mas ainda não decidi. Então, quem está aí esperando ver o sangue escarlate jorrando de mim num rio de tristeza e solidão, pode partir. Não será agora meu fim. Ainda tenho que parir.
Um homem nao pode parir?
Então chamo de outra forma, digo que tenho que gerar, criar, ajudar a nascer. Minha inspiração ainda nao findou, logo, não findou minha vida.
Meu amor ainda existe. Minha paixão por mim é maior que a louca necessidade que alimento pelos outros.
Sou feliz. Esse é meu novo mantra de alucinação. Canto de êxtase.
Sou poeta, prosador, cantador de versos meus, ator de peças de alheias, vivente, humano.
Tenho imperfeições por todos os cantos do meu corpo.
E a maior delas talvez seja no peito.
Minha maior imperfeição está em meu coração que insiste em amar como nos velhos tempos, sendo que os velhos tempos já se foram há muito.
3.4.06
Sinfonia de silêncios
Quando me sento aqui parece que o tempo pára.
Ouço umas vozes que me sopram palavras descabidas aos ouvidos.
Peço a Deus que me ajude na jornada e que ele seja implacável como sempre foi, pois não quero nenhum privilégio, nenhuma boa-ação.
Meu sonho se concretiza e se esvai, num incessante cambiar, numa troca de condição sutil.
Recordo de alguns momentos.
Aqueles perigos, lembra?
Pára de fingir que não pensa nisso.
Lembra, lembra, lembra. Ouço Milton. Ouço Maria.
Quem não lembra não vive, diz a música. Eu lembro, logo, vivo.
Vivo, logo, lembro.
Sou humano de carne e fezes. Sou homem, tenho caráter, embora nao ilibado, mas o tenho. Tenho meus princípios. Alguns estão chegando ao fim, mas ainda assim sempre serão ou terão sido meus.
Uma pausa de mil compassos, diz Marisa. Quero também o mesmo que ela. Penso como ela, às vezes. Penso que às vezes penso como muita gente. Por vezes, nem penso. Grito! Gemido... Surdina...
Quem sabe se eu calasse?
Uma pausa de apenas mil compassos....
...
...
...
...
...
...
O silêncio mortifica e torna o ar mais pesado e perigoso.
Se não pode sanar a dúvida, cale-se.
Se pode ajudar com alguma coisa, ajude com o silêncio.
O cheiro de mijo fermentado. O fétido odor da sutileza.
...
...
Mil compassos.
Ouço umas vozes que me sopram palavras descabidas aos ouvidos.
Peço a Deus que me ajude na jornada e que ele seja implacável como sempre foi, pois não quero nenhum privilégio, nenhuma boa-ação.
Meu sonho se concretiza e se esvai, num incessante cambiar, numa troca de condição sutil.
Recordo de alguns momentos.
Aqueles perigos, lembra?
Pára de fingir que não pensa nisso.
Lembra, lembra, lembra. Ouço Milton. Ouço Maria.
Quem não lembra não vive, diz a música. Eu lembro, logo, vivo.
Vivo, logo, lembro.
Sou humano de carne e fezes. Sou homem, tenho caráter, embora nao ilibado, mas o tenho. Tenho meus princípios. Alguns estão chegando ao fim, mas ainda assim sempre serão ou terão sido meus.
Uma pausa de mil compassos, diz Marisa. Quero também o mesmo que ela. Penso como ela, às vezes. Penso que às vezes penso como muita gente. Por vezes, nem penso. Grito! Gemido... Surdina...
Quem sabe se eu calasse?
Uma pausa de apenas mil compassos....
...
...
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O silêncio mortifica e torna o ar mais pesado e perigoso.
Se não pode sanar a dúvida, cale-se.
Se pode ajudar com alguma coisa, ajude com o silêncio.
O cheiro de mijo fermentado. O fétido odor da sutileza.
...
...
Mil compassos.
24.3.06
Utopia? Nao. Realidade.
por Rodrigo Westeuser
(texto enviado para o Jornal Impresso da Universidade UniVar de Aragarças-Go)
Escrever sobre algo tão importante é desafiador, no mínimo. Fico honrado de receber o convite e darei o melhor de mim para não decepcionar àqueles que me lêem.
Falar sobre o socialismo é fácil, parece que se trata de um regime perfeito onde todos possuem as mesmas possibilidades. Porém, não é tão simples assim quanto parece. O socialismo - assim como qualquer outro regime - é perigoso quando mal administrado. Tomemos por exemplo a extinta União Soviética. Uma superpotência que aos poucos foi definhando por conflitos internos, pela sede de independência de seus membros cansados de dar e não receber, assim como o comunismo chinês, o totalitarismo “del General Fidel” entre tantos outros que degringolaram devido a má administração.
Antes de pensarmos em regime, em ismos, deveríamos pensar em sociedade como um todo. É tão mais fácil socializar um povo do que impor algo a essa mesma comunidade.
Por vezes me ponho a pensar porque alguns querem uma mudança nacional e não tentam mudar seu próprio dia-a-dia? Temos tanto a fazer e somos tão acomodados que não creio que o socialismo salve nossa Nação.
Todos os dias nos deparamos com pedintes, com crianças nos sinais e com muitas outras situações revoltantes que a impressão que fica é de que estamos jogados às traças. Será tão difícil mobilizar-se para contribuir com um pouco de afeto? Porque sempre pensamos em ajuda financeira ou material sendo que podemos simplesmente dispensar um minuto do nosso dia dedicando uma palavra a alguém que sofre sozinho?
Isso a que me refiro se chama humanidade, é ser humano, é ser parte de um todo, juntar-se a uma engrenagem bem azeitada que funciona sem maiores problemas. Tenho certeza que todos que lêem esse artigo agora podem contribuir de fato para que tudo aconteça melhor. Todos sabem fazer alguma coisa e podem ensinar. Todos podem dispensar um aperto de mão Todos podem mas não fazem.
Abrindo mais os horizontes, penso em Ernesto Guevara de la Serna, o nosso tão conhecido Che, o mesmo homem que travou guerras em nome da humanidade, aquele que abandonou tudo e todos para cuidar de leprosos e menos abastados. Ele fez o que lhe cabia e agora é tomado como herói. Por que o temos como herói e não seguimos seus bravos passos?
Por fim quero deixar um apelo: seja sutil, seja humano, pense que aquele que está menos provido de saúde, de dinheiro ou de felicidade depende de você para viver. Para tanto, não necessitamos nomear isso de socialismo, humanismo ou voluntarismo. Isso se denomina ser parte ativa da social igualdade, isso denomina-se vontade de mudar o sistema falho e precário que reina altivo sobre nossas cabeças. A vontade de mudar está em cada um e não podemos ficar parados esperando que o próximo tome a iniciativa. Temos que levantar e seguir em frente, preparando um mundo melhor para aqueles que vêm por aí.
E terminando esse texto cito uma frase do mesmo Che: Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura, jamás! Então não perca sua ternura, comece com um pequeno gesto. Aos poucos, quem te cerca ficará tentado a começar também. E assim, talvez o socialismo faça parte do nosso mundo e talvez possamos nos orgulhar de nossos feitos sem que nenhuma denominação seja tomada.
(texto enviado para o Jornal Impresso da Universidade UniVar de Aragarças-Go)
Escrever sobre algo tão importante é desafiador, no mínimo. Fico honrado de receber o convite e darei o melhor de mim para não decepcionar àqueles que me lêem.
Falar sobre o socialismo é fácil, parece que se trata de um regime perfeito onde todos possuem as mesmas possibilidades. Porém, não é tão simples assim quanto parece. O socialismo - assim como qualquer outro regime - é perigoso quando mal administrado. Tomemos por exemplo a extinta União Soviética. Uma superpotência que aos poucos foi definhando por conflitos internos, pela sede de independência de seus membros cansados de dar e não receber, assim como o comunismo chinês, o totalitarismo “del General Fidel” entre tantos outros que degringolaram devido a má administração.
Antes de pensarmos em regime, em ismos, deveríamos pensar em sociedade como um todo. É tão mais fácil socializar um povo do que impor algo a essa mesma comunidade.
Por vezes me ponho a pensar porque alguns querem uma mudança nacional e não tentam mudar seu próprio dia-a-dia? Temos tanto a fazer e somos tão acomodados que não creio que o socialismo salve nossa Nação.
Todos os dias nos deparamos com pedintes, com crianças nos sinais e com muitas outras situações revoltantes que a impressão que fica é de que estamos jogados às traças. Será tão difícil mobilizar-se para contribuir com um pouco de afeto? Porque sempre pensamos em ajuda financeira ou material sendo que podemos simplesmente dispensar um minuto do nosso dia dedicando uma palavra a alguém que sofre sozinho?
Isso a que me refiro se chama humanidade, é ser humano, é ser parte de um todo, juntar-se a uma engrenagem bem azeitada que funciona sem maiores problemas. Tenho certeza que todos que lêem esse artigo agora podem contribuir de fato para que tudo aconteça melhor. Todos sabem fazer alguma coisa e podem ensinar. Todos podem dispensar um aperto de mão Todos podem mas não fazem.
Abrindo mais os horizontes, penso em Ernesto Guevara de la Serna, o nosso tão conhecido Che, o mesmo homem que travou guerras em nome da humanidade, aquele que abandonou tudo e todos para cuidar de leprosos e menos abastados. Ele fez o que lhe cabia e agora é tomado como herói. Por que o temos como herói e não seguimos seus bravos passos?
Por fim quero deixar um apelo: seja sutil, seja humano, pense que aquele que está menos provido de saúde, de dinheiro ou de felicidade depende de você para viver. Para tanto, não necessitamos nomear isso de socialismo, humanismo ou voluntarismo. Isso se denomina ser parte ativa da social igualdade, isso denomina-se vontade de mudar o sistema falho e precário que reina altivo sobre nossas cabeças. A vontade de mudar está em cada um e não podemos ficar parados esperando que o próximo tome a iniciativa. Temos que levantar e seguir em frente, preparando um mundo melhor para aqueles que vêm por aí.
E terminando esse texto cito uma frase do mesmo Che: Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura, jamás! Então não perca sua ternura, comece com um pequeno gesto. Aos poucos, quem te cerca ficará tentado a começar também. E assim, talvez o socialismo faça parte do nosso mundo e talvez possamos nos orgulhar de nossos feitos sem que nenhuma denominação seja tomada.
13.3.06
Oceano de Perdição
Tento me libertar das amarras que me prendem ao cais, elas são feitas de cipó forte e não me permitem seguir mais longe. Se soltassem meus braços, ficaria livre para sempre, exceto pelo fato de gostar de estar preso.
As pedras nos bolsos colaboram para meu naufrágio, mas me são tão valiosas que nunca me desfaço delas. Estou falido mas ainda consigo ser feliz com o pouco que me resta.
As batidas descompassadas à porta indicam que o carteiro hoje chegou atrasado. Os cigarros aos poucos vão me abandonando e as pessoas também. Seguem livre pelo oceano que não me é permitido. Salve-se quem puder. E morra de solidão os que amam demais.
A cada novo dia vivo um novo julgamento e engulo aos poucos as pedras dos meus bolsos para que pesem em mim, dentro de mim e não mais nas minhas roupas rotas, rasgadas pelas desavenças dos dias frios.
Mais um adeus, menos um na minha lida. Meros acenos breves que são fugidios e não valem nada, senão para recordar. Acenos que são fotos velhas, retratos em preto e branco, retardos de ilusão. Ilusórias imagens. Alusivas cabaças expostas. Sentidos amorfos. Amortecidos por um éter que se chama pesar.
Pesar...Pesar...Pesar...Medir...
Chorar, sorrir.
As pedras nos bolsos colaboram para meu naufrágio, mas me são tão valiosas que nunca me desfaço delas. Estou falido mas ainda consigo ser feliz com o pouco que me resta.
As batidas descompassadas à porta indicam que o carteiro hoje chegou atrasado. Os cigarros aos poucos vão me abandonando e as pessoas também. Seguem livre pelo oceano que não me é permitido. Salve-se quem puder. E morra de solidão os que amam demais.
A cada novo dia vivo um novo julgamento e engulo aos poucos as pedras dos meus bolsos para que pesem em mim, dentro de mim e não mais nas minhas roupas rotas, rasgadas pelas desavenças dos dias frios.
Mais um adeus, menos um na minha lida. Meros acenos breves que são fugidios e não valem nada, senão para recordar. Acenos que são fotos velhas, retratos em preto e branco, retardos de ilusão. Ilusórias imagens. Alusivas cabaças expostas. Sentidos amorfos. Amortecidos por um éter que se chama pesar.
Pesar...Pesar...Pesar...Medir...
Chorar, sorrir.
8.3.06
Poema breve Canção
Ando nas ruas do centro
Estou lembrando tempos
Enquanto lhe vejo caminhar
Quintana e seus quintanares
Cataventos e jardins nas banheiras
Chaminés
Baforadas gris
Casas de pensão
Janelas abertas
Garimpando pedras e frases
Nasce uma canção
Pequena, singela
Sincera.
O retorno ao café com pão
Maçãs
Palcos da vida, três sinais
A lágrima solitária se foi
E a Lua agora está cheia (por pouco tempo)
Assim é reviver
Rememorar
E renascer.
Estou lembrando tempos
Enquanto lhe vejo caminhar
Quintana e seus quintanares
Cataventos e jardins nas banheiras
Chaminés
Baforadas gris
Casas de pensão
Janelas abertas
Garimpando pedras e frases
Nasce uma canção
Pequena, singela
Sincera.
O retorno ao café com pão
Maçãs
Palcos da vida, três sinais
A lágrima solitária se foi
E a Lua agora está cheia (por pouco tempo)
Assim é reviver
Rememorar
E renascer.
6.3.06
Carta ao passado
Meu querido,
Com essa carta que escrevo agora, jogo para fora todos os pesares que se encontram guardados no meu peito, na cabeça e no meu saco há vários meses. Julguei ser uma merda essa vida. Ela me arrasta pra lá e pra cá, como se eu fosse um engodo de sofrimento, mas percebi que merda não é. Notei coisas e pessoas que me são muito preciosas e que sempre estiveram ali. Eu estava cego e agora talvez enxergue. Abre essa janela, a primavera quer entrar. Ela quer fazer com tua vida o que fez com a minha, quer iluminar essas obscuridades que se encontram nos cantinhos do teu coração, baby.
Para que chorar se podemos correr e sorrir e gritar e ousar cada dia um pouco mais? Não há motivos para se estabelecer na letargia e ver a vida passar como se fosse um filme ante nossos olhos. As cenas do cotidiano exigem interação e sem isso, tudo se torna infeliz. Eu estou muito satisfeito, baby, portanto não me importune mais com seus lamentos e seus problemas que são criados por ti mesmo e depois não se resolvem porque tomam proporções inesperadas.
Como diria Alanis: Eu tenho uma mão no bolso e a outra está te acenando com um cigarro.
Deixe-me com meus poucos cigarros e com meus acenos. Fuja de novo. Siga em frente direto pro nada. Afinal, minha influência te levava a fazer coisas que tu não tinha como controlar. Cuidado com a polícia, ela é cruel e implacável. Ela anda a caça de menininhos de fácil persuasão para levá-los a interrogatório por uma tarde inteira.
Será que ainda há remissão para esses pecados?
Creio que não, baby.
Não há mais o que fazer por nós. Nós não existimos mais. Já existimos e fomos, éramos, vivíamos, sofríamos, calávamos. Sentíamos como ninguém. Agora é tarde para sentir qualquer coisa. O lugar não fica vago pra sempre, como acreditou. A vida segue. Quando tudo parece piorar, é porque tudo vai ficar muito bem.
Então, viva e deixe viver, seja e faça feliz. Ama e deixe-se amar, baby.
Com essa carta que escrevo agora, jogo para fora todos os pesares que se encontram guardados no meu peito, na cabeça e no meu saco há vários meses. Julguei ser uma merda essa vida. Ela me arrasta pra lá e pra cá, como se eu fosse um engodo de sofrimento, mas percebi que merda não é. Notei coisas e pessoas que me são muito preciosas e que sempre estiveram ali. Eu estava cego e agora talvez enxergue. Abre essa janela, a primavera quer entrar. Ela quer fazer com tua vida o que fez com a minha, quer iluminar essas obscuridades que se encontram nos cantinhos do teu coração, baby.
Para que chorar se podemos correr e sorrir e gritar e ousar cada dia um pouco mais? Não há motivos para se estabelecer na letargia e ver a vida passar como se fosse um filme ante nossos olhos. As cenas do cotidiano exigem interação e sem isso, tudo se torna infeliz. Eu estou muito satisfeito, baby, portanto não me importune mais com seus lamentos e seus problemas que são criados por ti mesmo e depois não se resolvem porque tomam proporções inesperadas.
Como diria Alanis: Eu tenho uma mão no bolso e a outra está te acenando com um cigarro.
Deixe-me com meus poucos cigarros e com meus acenos. Fuja de novo. Siga em frente direto pro nada. Afinal, minha influência te levava a fazer coisas que tu não tinha como controlar. Cuidado com a polícia, ela é cruel e implacável. Ela anda a caça de menininhos de fácil persuasão para levá-los a interrogatório por uma tarde inteira.
Será que ainda há remissão para esses pecados?
Creio que não, baby.
Não há mais o que fazer por nós. Nós não existimos mais. Já existimos e fomos, éramos, vivíamos, sofríamos, calávamos. Sentíamos como ninguém. Agora é tarde para sentir qualquer coisa. O lugar não fica vago pra sempre, como acreditou. A vida segue. Quando tudo parece piorar, é porque tudo vai ficar muito bem.
Então, viva e deixe viver, seja e faça feliz. Ama e deixe-se amar, baby.
11.1.06
Milagreiro (inspiração musical)
Djavan/Cássia Eller.
Agora vamos ter os girassóisdo fim do ano
e o calor vem desumano
tudo irá se expandir
crescer com as águas
quiçá, amores nos corações
e um santeiro,
milagreiro
prevê a dor
de terceiros
e diz que a vida
é feita de ilusão
aquela que um dia o fez sonhar
se foi com o outro
no dia em que os dois
se casariam por amor
ele aluou
hoje o seu pesar
cintila nos varais
usou as sete vidas
e não foi feliz jamais
toda a imensidão
passou pela vida
e foi cair na solidão
mais um santo para esculpir é o que lhe vale
pra evitar que o rancor suas ervas se espalhe.
Prefiro não permitir que o rancor domine meus dias inteiros. Apenas um pequeno espaço de um deles, de cada vez. Quem não tem nada pra prantear, pra desopilar? Eu estou sempre sorrindo e as vezes chorando. Choro de alegria, de saudade, choro no cinema, por amor, por loucura, por opção. Mas nunca irei permitir que o ódio, a mágoa domine minha existência. Ela já é tão curta, entao porque sofrer por opção?
As coisas começam e terminam, numa cadeia cíclica e infindável. Mas geralmente nos programamos para lembrar as coisas boas dessas coisas que nos acontecem nessa coisa chamada vida. Tanta coisa. Será que fica feio ter tanta coisa para escrever?
Há quem não goste de amar e brada aos sete ventos que amar é a pior coisa que pode acontecer a alguém. Eu nunca vou conseguir acreditar nisso. Amar é ser sincero. Amar é ser leal, antes de ser fiel. Do que adianta alguém extremamente fiel ao seu lado se essa pessoa não for leal? Com certeza essa é uma péssima combinação.
Agora, vou parar de te olhar para mim e vou olhar ao longe, lá onde os morros são verdes e onde posso encontrar alento.
Cantarolando Ana Carolina, eu quero olhar as luzes que teus olhos não me tem deixado ver.
Quero que tudo se resolva e que todos os homens de boa vontade sejam felizes e tenham cada vez mas fé em si, no amor e na coletividade. Agora eu vou viver, com licença.
7.1.06
Isso é saudade...
Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave para sentirmos tanta saudade.
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a de quem ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ele para a Faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ele ainda usa aquela calça.
Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ele tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupado, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ele aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ele continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ele continua cantando tão bem, se continua detestando o McDonald´s, se continua amando, se continua a chorar até nas comédias.
Saudades é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos.
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento.
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música.
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso.
É não querer saber se ele está mais magro, se está mais belo.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a de quem ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ele para a Faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ele ainda usa aquela calça.
Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ele tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupado, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ele aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ele continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ele continua cantando tão bem, se continua detestando o McDonald´s, se continua amando, se continua a chorar até nas comédias.
Saudades é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos.
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento.
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música.
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso.
É não querer saber se ele está mais magro, se está mais belo.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
3.1.06
Fragmento de Clarice
Quero pintar uma rosa.
Rosa é a flor feminina que se dá toda e tanto que para ela só resta a alegria de se ter dado. Seu perfume é mistério doido. Quando profundamente aspirada toca no fundo íntimo do coração e deixa o interior do corpo inteiro perfumado. O modo de ela se abrir em mulher é belíssimo. As pétalas têm gosto bom na boca - é só experimentar. Mas a rosa não é it. É ela. As encarnadas são de grande sencualidade. As brancas são a paz do Deus. É muito raro encontrar na casa de flores rosas brancas. As amarelas são de um alarme alegre. As cor-de-rosa são em geral mais carnudas e têm a cor por excelência. As alaranjadas são produto de enxerto e são sexualmente atraentes.
Preste atenção e é um favor: estou convidando você para mudar-se para reino novo.
Já o cravo tem uma agressividade que vem de certa irritação. São ásperas e arrebitadas as pontas de suas pétalas. Operfume do cravo é de algum modo mortal. Os cravos vermelhos berram em violenta beleza. Os brancos lembram o pequeno caixão da criança defunta: o cheiro então se torna pungente e a gente desvia a cabeça para o lado com horror. Como transplantar o cravo para a tela ?
Rosa é a flor feminina que se dá toda e tanto que para ela só resta a alegria de se ter dado. Seu perfume é mistério doido. Quando profundamente aspirada toca no fundo íntimo do coração e deixa o interior do corpo inteiro perfumado. O modo de ela se abrir em mulher é belíssimo. As pétalas têm gosto bom na boca - é só experimentar. Mas a rosa não é it. É ela. As encarnadas são de grande sencualidade. As brancas são a paz do Deus. É muito raro encontrar na casa de flores rosas brancas. As amarelas são de um alarme alegre. As cor-de-rosa são em geral mais carnudas e têm a cor por excelência. As alaranjadas são produto de enxerto e são sexualmente atraentes.
Preste atenção e é um favor: estou convidando você para mudar-se para reino novo.
Já o cravo tem uma agressividade que vem de certa irritação. São ásperas e arrebitadas as pontas de suas pétalas. Operfume do cravo é de algum modo mortal. Os cravos vermelhos berram em violenta beleza. Os brancos lembram o pequeno caixão da criança defunta: o cheiro então se torna pungente e a gente desvia a cabeça para o lado com horror. Como transplantar o cravo para a tela ?
LISPECTOR, Clarice - Água Viva

